sexta-feira, 25 de abril de 2014

Trabalhando com projetos


Observações: Apesar de a atividade estar voltada para Língua Portuguesa, o re­curso pode ser adaptado para qualquer componente curricular, pois recursos como a personificação possibilitam que personagens sejam figuras históricas, objetos, elementos químicos e da natureza, números, figuras geométricas e quaisquer ele­mentos que possam fazer parte de uma narrativa produzida pela criatividade de estudantes e professores. 

Tecnologia na escola

Quando se fala em tecnologia na educação, logo pensamos em computadores, Internet... Mas isso não é tudo. Tecnologia é, efetivamen­te, mais do que isso. Ela se faz presente, por exemplo, em todos os lápis que usamos, no qua­dro de giz, nos livros, nas cadeiras em que nos sentamos. Lembre-se da revolução social que representou a imprensa. Podemos imaginar uma escola, hoje, sem livros, sem material im­presso?
O trabalho na escola lida o tempo todo com tecnologia, mas raramente se ocupa de produzi-la. O que as tecnologias digitais nos trazem de especial é, com efeito, a am­pliação das possibilidades de produzir conhecimento, divulgá-lo e compartilhá-lo. Veja bem: inserir-se na sociedade da informação não quer dizer apenas ter acesso às TIC, mas, principalmente, saber utilizar essa tecnologia para a busca e a seleção de informa­ções que permitam a cada pessoa resolver os problemas do cotidiano, compreender o mundo e atuar na transformação de seu contexto.
O uso da tecnologia na educação requer, sem dúvida, um olhar mais abrangente. Logo, é preciso que haja, nesse processo, o envolvimento de novas formas de ensinar, aprender e de desenvolver um currículo condizente com a sociedade tecnológica, que deve se caracterizar pela integração, complexidade e convivência com a diversidade de linguagens e formas de representar o conhecimento.

O uso da tecnologia na educação requer, sem dúvida, um olhar mais abrangente. Logo, é preciso que haja, nesse processo, o envolvimento de novas formas de ensinar, aprender e de desenvolver um currículo condizente com a sociedade tecnológica, que deve se caracterizar pela integração, complexidade e convivência com a diversidade de linguagens e formas de representar o conhecimento.


Nessa perspectiva, compreender as potencialidades inerentes a cada tecnologia e suas contribuições ao processo de ensino e de aprendizagem poderá trazer avanços substanciais à mudança da escola, a qual se relaciona com um processo de conscienti­zação e de transformação, que vai além do domínio de tecnologias, e traz, subjacente, uma visão de mundo, de homem, de ciência e de educação.
Para que seja possível usufruir das contribuições das tecnologias digitais na esco­la, é importante considerar suas potencialidades para produzir, criar, mostrar, manter, atualizar, processar, ordenar. Isso tudo se aproxima das características da concepção de gestão. Tratar de tecnologias na escola engloba, na verdade, a compreensão dos pro­cessos de gestão de tecnologias, recursos, informações e conhecimentos que abarcam relações dinâmicas e complexas entre parte e todo, elaboração e organização, produção e manutenção (ALMEIDA, 2005a).


A escola diante desse novo panorama da sociedade

“As tecnologias são importantes, mas apenas se soubermos utilizá-las. E saber utilizá-las não é apenas um problema técni­co.” (DOWBOR, 2001, não paginado).


As tecnologias e as mídias ganham espaços no contexto da escola. Hoje, já é reali­dade para muitas unidades escolares a existência de biblioteca, sala multimídia, rádio, câmera digital, filmadora, computador, tablet, lousa digital etc. Diante desse contexto que você conhece e convive no seu cotidiano, reflita sobre:
Para aprofundar a reflexão sobre Educação e Tecnologia, recomendamos que você assista à entrevista do Prof. Dr. Ladislau Dowbor (2004) sobre Educação e Tecnologia, disponível no link http://www.youtube.com/watch?v=szNSCklQnWY&gl=BR&hl=pt, em uma nova aba ou abaixo:

     Nessa entrevista concedida à Rede Vida, em 2004, Ladislau Dowbor comenta que, na sociedade do conhecimento, a escola, que tem no conhecimento a sua matéria-prima, tem de assumir um papel muito mais central. Para ele, a escola precisa repensar seu papel diante da atual explosão do universo do conhecimento e das tecnologias corres­pondentes. Complementa, ainda, que “a visão geral é que precisamos de uma escola um pouco menos lecionadora, e mais organizadora dos diversos espaços de conhecimento que hoje se multiplicam com televisão, Internet, cursos de atualização tecnológica, pro­cessos de requalificação empresarial e assim por diante” (DOWBOR, 2004).

Novas Tecnologias e Aprendizagem


Sempre que surge uma nova tecnologia, as pessoas ficam, por algum tempo, des­lumbradas diante da novidade. No entanto, passada a euforia, o que fica desse processo inicial? Serão as novas tecnologias ou as tecnologias de informação e comunicação as “sereias” do ensino eletrônico?
No artigo As sereias do ensino eletrônico (disponível no link http://www.bliks­tein.com/paulo/documents/books/BliksteinZuffo-MermaidsOfE-Teaching-OnlineEdu­cation.pdf), Paulo Blikstein e Marcelo Zuffo (2001) comentam os “encantos” e desi­lusões que as tecnologias trouxeram a várias áreas. Na educação, alertam que, apesar do potencial positivo, o seu uso tem sido, predominantemente, na forma de um simples encapsulamento de conteúdo instrucional em mídias eletrônicas. Eles criticam o forte vínculo do propósito educacional com os interesses produtivos capitalistas e defendem que as tecnologias deveriam ser utilizadas, sobretudo, como instrumento de libertação, de engrandecimento da condição humana.